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sábado, 5 de janeiro de 2013

Guitarra


"Punhal de prata já eras,
Punhal de prata!
Nem foste tu que fizeste
a minha mão insensata.

Vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
-no cabo, flores abertas,
no gume, a medida exata

a exata, a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.

A maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo, 
mas de saber quem me mata."
                                                              Cecilia Meireles

Carpe Diem 
Bruna Nunes

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